Investigação Policial
  BANDIDO DA LUZ VERMELHA

A história que transformou a década de 60 foi o caso do “BANDIDO DA LUZ VERMELHA”, que impressionou a população daquela época por um homem chamado João Acácio Pereira, frio, calculista, sem medo de nada, João escolhia suas vítimas em qualquer lugar, mas atacava sempre de noite ninguém conseguia ver seu rosto. Durante muito tempo seus crimes foram crescendo a cada momento desde então começaram a investigar o caso e porque só a noite ele matava suas presas. Sua fama deu um giro grande naquele período: a polícia procurava em todos os lugares imagináveis onde João Acácio Pereira poderia atacar novamente. Nesse tempo seu nome não era mais reconhecido por João Acácio Pereira, e sim “O BANDIDO DA LUZ VERMELHA” - assustador, um dos homens mais perigoso dos anos 60, ele era aterrorizante, sem escrúpulos, sem piedade, sem compaixão. OS FATOS: O estudante Walter Bedran foi morto com um tiro na nuca no quintal de onde morava, dia 3 de outubro em 1966. O assassino: João Acácio Pereira. Outro assassinato na Avenida Paulista, o industrial Jean Von Cristian foi morto durante um assalto e outra vítima foi outro operário, este encarou João Acácio Pereira na porta de um bar. Ao todo, o “BANDIDO DA LUZ VERMELHA” foi condenado por 88 crimes: 4 assassinatos, 7 homicídio e 77 estupros. Na década de 60, já fascinado pelos casos policiais, ele virou filme, ganhou vida própria, desligou-se de seus crimes, uma ficção que predominou a estreita dos fatos de sua incontornável maldade. Encarcerado por 30 anos de prisão - o máximo permitido no Brasil - João Acácio foi libertado. Só que a polícia passou a segui-lo em todos os locais em que João Acácio Pereira ía. Sobre o filme, ele acabou como celebridade na sociedade, mais é claro que o roteiro centralizava o foco do filme e de seu sucesso vanguardista nos irmãos e no restante da família, o problema psicossocial agravado nesses 30 anos de prisão.

Escrito por Grupo IMES de Jornalismo às 23h55
[] [envie esta mensagem]


 
  CASO CHICO PICADINHO

Em 3 de agosto de 1966, há 37 anos atrás, a bailarina austríaca Margarethe Suida foi achada estrangulada com um cinto de couro preto dentro de uma banheira num dos apartamentos da Rua Aurora, região central de São Paulo. O apartamento pertencia à um vendedor de livros e consórcio Francisco Costa Rocha. Os dois se conheceram num bar em São Paulo. Francisco Costa Rocha convidou a moça para ir até seu apartamento tomar mais um drinque. Depois da pratica do delito, Francisco fugiu. Ele procurou um amigo médico a quem confessou o crime e pediu dinheiro ao amigo para fugir de ônibus em direção do Rio de Janeiro, onde morava a sua família. Logo o embarque de Francisco Costa Rocha, o amigo telefonou para polícia e denunciou o assassinato. Francisco Costa Rocha foi achado no seu apartamento em Copacabana e, preso, confessou que matou Margarethe Suida. Mesmo assim, Francisco não soube dizer a polícia o porquê esquartejou o corpo da mulher. Condenado em 1968 a 17 anos de prisão, teve pena amenizada por várias vezes por causa de seu bom comportamento. Nessa época, casou-se com uma mulher de origem russa dentro da prisão. Ela, antiga faxineira da prisão, limpava o seu apartamento na rua Aurora onde ocorreu o crime do assassinato. No casamento teve uma filha com a mulher russa. Francisco Costa Rocha cumpriu 8 anos de condenação com o aval de psiquiatras e peritos forenses, que atestaram a recuperação total de Francisco, com capacidade a viver em sociedade. Ele separou-se da mulher muito antes do nascimento de sua filha. Dois anos depois de ser libertado quase cometeu mais um crime. No dia 14 de setembro de 1976, ele tentou matar a prostituta Rosemarie Michelucci num hotel na zona leste de São Paulo, a mulher teve tempo de gritar e em luta corporal conseguiu escapar de Francisco. No dia 16 de outubro de 1976, Francisco estrangulou e esquartejou outra mulher: Ângela de Souza da Silva era uma prostituta. Conhecida como a “ moça da peruca”, foi morta em um apartamento na avenida Rio Branco, centro de São Paulo. Esta região é conhecida como a “ boca do lixo”, região em que Francisco Costa Rocha morava junto a um amigo. Francisco conheceu a prostituta, horas antes do assassinato, em um bar. Depois de matá-la fugiu para o Rio de Janeiro novamente. Mas, foi preso após 28 dias em uma praça na cidade de Duque de Caxias, Baixada Fluminense, enquanto lia uma revista que publicou os crimes que cometeu. Condenado novamente e somando os dois delitos, ele cumpriu 35 anos de condenação, mas continua preso até hoje no Hospital de Custódia e Tratamento de Taubaté, em São Paulo. Francisco deveria ter sido libertado em 1998, porque a legislação estabelece que ninguém pode ficar preso mais de 30 anos. Só que com a base de laudos médicos e psiquiátricos, o Ministério Público de São Paulo manteve a decisão de "Chico Picadinho” continuar preso. O motivo: Francisco Costa Rocha é incapaz de gerir seus próprios atos e mesmo se for solto voltará a esquartejar e assassinar outras pessoas por causa de problemas mentais. Hoje, Francisco Costa Rocha continua isolado socialmente.

Escrito por Grupo IMES de Jornalismo às 14h45
[] [envie esta mensagem]


 
  ----------------------INVESTIGAÇÃO POLICIAL NO ESTADO DE SÃO PAULO-----------------

Quando se tem uma investigação policial pode-se dizer que antes alguém foi na delegacia, denunciou e assinou o boletim de ocorrência. O B.O. registra informações mais precisas: o tipo de crime, a história do que ocorreu, os dados e a assinatura da vítima, pode vir com o nome do criminoso e mais a identificação da delegacia, do escrivão e do delegado. Estas informações são essenciais para se iniciar uma investigação policial, de qualquer tipo. Só que ela não inicia-se se o B.O. não for emitido. “O boletim de ocorrência é a primeira fase de toda investigação policial”, diz Jorge Maciel de Andrade, investigador de policia civil responsável pela Associação dos Investigadores de São Paulo. E completa, “A investigação pode ser feita por uma organização, por um profissional liberal, como um detetive por exemplo.” No Estado de São Paulo, a figura do detetive como investigador policial não existe. Mas, no Estado do Rio de Janeiro sim - esta definição é conhecida popularmente. De qualquer forma, ambos investigam os casos policiais mediante um inquérito policial. A fase do inquérito policial é a fase da ação da polícia do judiciário. Chamada de fase inquisitória, a declaração do B.O. não tem contradito, ou seja, a denúncia tem legitimidade e não pode ser julgada inicialmente. “Não cabe ao delegado de policia, maior autoridade das policias, que preside este inquérito julgar ou entrar em mérito de questão”, segundo o entrevistado. O inquérito é dirigido pelo delegado da polícia, que faz parte da instituição da polícia civil, para o judiciário, que trata dos documentos criminais. Para Jorge Maciel de Andrade, “a INVESTIGAÇÂO POLICIAL na área da polícia civil, só compete a PC investigar os casos. Para isso, as 14 categorias da policia civil trabalham neste sentido, formatar o inquérito policial, encaminhar para o judiciário” os resultados da investigação. Com os peritos - técnicos especializados em análises, como a balística que analisa o projétil de uma bala de revólver, ou também, o médico legista que analisa o corpo de uma vítima que teve lesão corporal, algumas levadas a morte, os resultados científicos são parte essencial para uma investigação policial. A perícia contribui ao investigador para que chegue a uma conclusão. Todo o laudo emitido pelo perito tem fé pública, isso quer dizer que o juiz não pode contestar as análises feitas, a não ser, se surgir informações científicas contraditórias. Nesta questão, o juiz tem poder para pedir uma nova análise com um outro perito. A INVESTIGAÇÃO POLICIAL é a análise feita pelo investigador de policia da região a que foi cometido o delito e após a emissão do boletim de ocorrência, parte para uma investigação bastante particular. Cada caso têm a sua forma de investigação, por exemplo, no caso de desaparecimento, “registra-se o B.O. de desaparecimento, a policia recebe uma denuncia de um cadáver em um determinado local. Quer dizer, aquela denuncia de desaparecimento passou a ser aquele corpo de cadáver. A pessoa chega ao local e faz o reconhecimento. Tudo isso é investigação.”, conclui Jorge Maciel de Andrade. Entrevista realizada com o investigador de policia civil na Associação dos Investigadores de São Paulo, Jorge Maciel de Andrade, às 12h30, no dia 29 de maio de 2004

Escrito por Grupo IMES de Jornalismo às 16h20
[] [envie esta mensagem]


 
  [ ver mensagens anteriores ]  
 
 

HISTÓRICO
 20/06/2004 a 26/06/2004
 13/06/2004 a 19/06/2004
 16/05/2004 a 22/05/2004



OUTROS SITES
 Programa Linha Direta